Carta Verde para Moto Emitir agora

Carta Verde para moto: o que é, o que cobre e quanto custa

Por Cláudio Royo, especialista em seguros · Registro SUSEP 222142178 Atualizado em julho de 2026
Resposta curta

A Carta Verde é o seguro obrigatório de responsabilidade civil que toda moto com placa brasileira precisa ter para rodar na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Ela paga os danos que você causar a terceiros — até US$ 40 mil por pessoa e US$ 20 mil por bem atingido. Não cobre você, o garupa nem a sua moto. Custa a partir de R$ 46 e é emitida em minutos, com certificado digital.

Para que ela serve, na prática

Duas funções, e só duas. A primeira é liberar a sua passagem: na aduana de qualquer travessia do Mercosul, o agente confere o CRLV e o certificado da Carta Verde antes de autorizar a entrada da moto. Sem o papel, você não passa — ou perde horas resolvendo na fronteira, pagando mais caro e dependendo de sinal de celular.

A segunda função aparece no pior dia da viagem. Se você fechar um carro em Posadas, derrubar um portão em Salto ou atropelar alguém na saída de Montevidéu, é a Carta Verde que paga o prejuízo do terceiro — em moeda estrangeira, sob a lei do país onde aconteceu, incluindo advogado se você for processado por lá. Sem ela, essa conta é sua, e o seu patrimônio no Brasil responde por ela.

O que ela cobre — e os limites em dólar

GarantiaLimite
Danos corporais, por pessoa vitimadaUS$ 40.000
Danos corporais, máximo por eventoUS$ 200.000
Danos materiais, por bem atingidoUS$ 20.000
Danos materiais, máximo por eventoUS$ 40.000
Honorários advocatíciosaté 50% da indenização

Terceiro, aqui, é quem estava fora da sua moto: o motorista do outro carro, o pedestre, o dono do muro. Essa definição é o coração da apólice — e a origem do erro mais caro que motociclista comete, explicado a seguir.

O que fica de fora: você, o garupa e a moto

A Carta Verde não paga um centavo do seu tratamento médico, nem do garupa, nem do conserto da moto. Quem viaja em cima do veículo segurado não é terceiro; a máquina segurada não é bem de terceiro. Isso significa que, no acidente mais comum de viagem — a queda sem envolver ninguém, por areia, cascalho ou vento —, a Carta Verde simplesmente não entra na história.

A conta completa tem três camadas: a Carta Verde protege o outro (obrigatória), o seguro viagem protege você e o garupa (não é obrigatório, é essencial — e muitas apólices excluem moto, leia o guia), e a extensão Mercosul do seguro da moto protege a máquina. Quem cruza a fronteira só com a primeira camada está viajando com um terço da proteção.

Quanto custa em 2026

VigênciaValor de referência
3 dias — bate e volta de fronteiraR$ 46
7 dias — feriadão em Misiones ou no UruguaiR$ 86
15 dias — rolê até Bariloche e voltaR$ 142
30 dias — Ushuaia sem correriaR$ 212

Também existem vigências de 45, 90 e 365 dias — o anual costuma compensar para quem mora na faixa de fronteira. O preço exato da sua moto aparece na cotação, antes de qualquer pagamento; cilindrada e vigência mudam o número.

Regra de ouro da vigência: conte do dia em que você cruza a fronteira até o dia em que volta a pisar no Brasil, com um ou dois dias de folga. Moto quebra, chove, fila de aduana existe. E se a rota passa pelo Uruguai antes da Argentina, a vigência começa no primeiro país, não no destino final.

Quem garante o seguro

O risco é da Sancor Seguros S.A. (CNPJ 17.643.407/0001-30, Processo SUSEP nº 15414.626685/2023-29), seguradora do grupo argentino Sancor, com cerca de 80 anos de mercado e mais de dez de operação no Brasil. Na prática, isso significa que num sinistro do outro lado da fronteira a operação brasileira abre o caso e conduz os trâmites junto à Sancor do país do acidente — você fala português, o terceiro é atendido em espanhol pela rede do próprio grupo. A emissão e o suporte são da Economize On, corretora fundada em 1999, e a indenização, quando existe, sai da seguradora.

Como emitir em 4 passos

  1. Some os dias fora do Brasil e escolha a vigência que cobre tudo, com folga.
  2. Preencha os dados da moto: placa e CRLV. A moto precisa estar em nome de pessoa física; financiada, precisa da autorização do banco para sair do país.
  3. Pague no Pix ou cartão. No Pix a confirmação é imediata.
  4. Guarde o certificado: chega por e-mail e WhatsApp. Imprima uma via para o baú e salve o PDF offline — sinal de celular na guarita é loteria.

Emita agora e resolva isso em 10 minutos

Certificado digital garantido pela Sancor, a partir de R$ 46. O preço exato da sua moto aparece antes do pagamento.

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Perguntas rápidas

Vale para qualquer cilindrada?

Sim, de 125 a 1250, desde que seja uso particular e registro de pessoa física.

Vale no Chile?

Não. O Chile exige o SOAPEX, contratado à parte — detalhe decisivo para quem vai a Ushuaia, que cruza o Chile duas vezes.

E se eu beber?

Condução sob efeito de álcool ou drogas anula a cobertura. No Uruguai a tolerância legal é zero; na prática, na viagem inteira, a regra que protege a apólice é a mesma que protege você: pilotou, não bebeu.

Preciso imprimir?

O certificado digital é válido, mas a via impressa no baú custa nada e salva a passagem quando o celular falha.

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